sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Gerente assediador do Bradesco é transferido para Pernambuco.

19.12 - 12.44hs
Os funcionários da agência 0152 do banco Bradesco, na Rua São Bento, em Sorocaba, já podem respirar mais aliviados. Depois de anos cometendo assédio moral contra os funcionários, o gerente dessa agência foi transferido para Pernambuco, no nordeste do Brasil, esperamos, “para nunca mais voltar”.
A má notícia é que o dito gerente foi transferido com uma promoção de cargo. Na região de Pernambuco ele será Gerente Regional. “Na prática, apesar de o Bradesco ouvir nossas queixas e tomar providências, acabou ‘premiando’ o assediador. Enquanto outros bancos têm a postura de demitir o assediador, o Bradesco o promove. Se a promoção do gerente foi boa para os funcionários daqui, os de lá provavelmente sofrerão as agruras do comportamento dele. Apenas mudou de endereço”, diz o presidente do Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região, Julio Cesar Machado.
Durante muito tempo, o sindicato batalhou pela solução e interrupção dos casos de assédio moral na agência centro do Bradesco. Durante esse período, muitas denúncias chegaram, de forma anônima, dando conta dos abusos do gestor e alguns foram confirmados pelo banco. Havia relatos de humilhações, gritos e palavrões. A agência foi fechada pelo sindicato, faixas e cartazes foram fixados nas paredes do prédio, o RH do banco entrou no circuito, até culminar – no dia 15/12 – com a transferência do gerente.
Desde a chegada do assediador à Sorocaba houve incidentes que prometiam ser de uma gestão turbulenta e começou com uma simples pergunta de nossa parte, com respeito ao atendimento dos clientes de sua agência.
Seus desmandos prejudicaram muitos trabalhadores e clientes. Sua gestão ficou marcada pela truculência e nos maus tratos, inclusive para com as senhoras que mantém a agência limpa e até sobre a crença de cada um ele desdenhou. Armou situações diversas e individuais, onde cada trabalhador era exposto de uma forma que, se o sindicato tomasse conhecimento ele saberia quem era o denunciante. Negou assinaturas em documentos, fez clientes entrarem em atrito com os bancários por conta de sua má gestão, se mostrava satisfeito em negar empréstimo a funcionários, cobrava metas em meio as poucas festas que organizou, abusou dos terceirizados que trabalham vendendo produtos do banco, ameaçou vários trabalhadores chamando-os de incompetentes e muito mais.
Entrou em atrito com o movimento sindical durante a greve de 2013 e quase chegou as vias de fato com nossa dirigente sindical que estava no saguão do autoatendimento. Isso lhe rendeu matérias televisivas negativas que expuseram sua má gestão e também o nome do banco. Porem, por outro lado o banco prometeu uma promoção e por mais que digam que foi lá na ponta do País, não deixa de ser uma promoção.
Uma informação importante que recebemos foi a de que ele está alertado para os acontecimentos negativos daqui e que o banco estará de olho em sua gestão.
E o movimento sindical ficou com o ranço desta administração desastrosa, pois o banco alegou que a dificuldade encontrada por ele neste período em que esteve em Sorocaba, foi em função de atritos causados pelos diretores do sindicato, referencia dada aos dirigentes internos do banco.
Verdade seja dita, nossos dirigentes foram muito acionados pelos colegas de trabalho e não existe conciliação que resolva o mau humor de um gestor. Digo com toda a tranquilidade que, pelo tanto que o gestor abusou de seus comandados, foram poucas as denuncias feitas para o sindicato, sempre anônimas e cheias de receio. Por muito menos o Banco Santander tomou uma atitude digna de uma auditoria bem feita, só que naquele caso os funcionários deram nomes aos bois e confiaram em nosso trabalho!
Torcemos para que o novo gestor seja ótimo e digno de comandar uma agência que entrega resultados, independentemente de qualquer coisa.

Um gestor competente e um quadro de funcionários de ponta, com toda certeza trará ótimos frutos para o banco. Vamos fechar 2014 apostando que o ano de 2015 será muito melhor, para todos!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

CONFRONTO DO SINDICALISTA COM GERENTES.

18.12 - 15,27hs
Em vários momentos o movimento sindical tem seus enfrentamentos com as empresas (gestores), em defesa dos associados e também dos não associados.
Existem situações em que fica impossível discutir com um gestor que tem a obrigação de manter uma agência em funcionamento com número reduzido de funcionários.
Um dos casos, por exemplo, é o mês de férias que todo trabalhador tem direito.
Um erro muito grande cometido contra o trabalhador é obriga-lo tirar 20 dias de férias e isso acontece sempre. Uma coisa é a necessidade, outra é problema de gestão, outra é falta de funcionários, mas direito é direito e por isso nós brigamos.
Porem, nem sempre é possível discutir, como por exemplo, qual o mês de gozo das férias. Todos preferem sair em janeiro ou julho que são férias escolares, mas se todos têm família e filhos, como fica?
Os gestores devem usar o bom senso e promover um rodízio entre aqueles que desejam o mesmo mês de férias e quando um é beneficiado, deixa de ser prioridade no próximo ano abrindo oportunidade para outros, sucessivamente.
Muitos não entendem esta dinâmica e costumam envolver o sindicalista neste assunto, que mesmo com várias limitações, às vezes consegue tirar leite de pedra.
Geralmente aquele que não quer se sindicalizar dizendo que não precisa do sindicato é o primeiro a pedir nossa ajuda.

 Isso não é usar o sindicato?

FOLGA POR MOTIVO DE ELEIÇÃO POLÍTICA.

18.12 - 15.26hs
Outro assunto bastante polêmico é a folga adquirida pelo trabalhador, quando presta serviço nas eleições políticas do País.
Quando o cidadão trabalha em uma eleição, adquire o direito de duas folgas em datas a serem combinadas com o gestor da empresa. E o que é combinado não é caro.
Lógico que se puder ser na sequencia de um feriado prolongado, melhor ainda.
Mas existem os impedimentos legais, a responsabilidade de conduzir uma empresa é função do gestor e só ele sabe quando pode e quando não pode conceder a folga.
Sem nenhum tipo de maldade é possível chegar a um entendimento que seja bom para ambos os lados, pensando juntos e escolhendo o melhor período para gozar este direito.
Se houver problemas neste sentido, um juiz eleitoral poderá ser procurado para resolver o impasse, por isso aconselhamos que todo o esforço deve ser feito para evitar levar o caso para fora do banco.

Isso também é direito adquirido!

ABONO ASSIDUIDADE.

18.12 - 15.25hs
Neste ano de 2014 tivemos algumas reclamações que se concretizaram através de uma pesquisa feita pelo nosso site, que algumas administrações fecharam os olhos para este benefício conquistado na campanha salarial de 2013.
O benefício concede um dia de folga para o trabalhador que trabalhou durante um ano sem nenhum tipo de afastamento não justificado.
Falamos de um dia apenas!
Mas teve gestor que se fez de morto e não concedeu o benefício, ficando de pensar e não deu resposta. Está errado! É direito adquirido!
Ninguém pode tomar o poder nas mãos e conceder para uns, negando para outros como se fosse uma benesse pessoal, é conquista sindical e deve ser respeitada.
Para gozar este dia é necessário ajustar a data com o gestor e entendemos, nem sempre é possível agradar gregos e troianos, todos querem as vésperas de um feriado prolongado, o que seria mérito do trabalhador, mas existem os impedimentos profissionais, como excesso de clientes que requer um quadro de funcionários mais completo possível.
Então tudo deve ser combinado, com bom senso para que os gestores não penalizem seus comandados, mas também exista certa compreensão do solicitante, quanto às necessidades profissionais.

Como disse anteriormente é apenas um dia e ninguém perde nada com isso. Havendo entendimento entre as partes, todos ganham!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

COMO UMA VEIA ENTUPIDA.

16.12 - 12.52hs
Uma veia coronária tem suas funções e não pode falhar, assim como o transito em uma avenida ou em uma estrada que foi projetada para escoar o fluxo de carros.
Faço estas comparações para abordar o serviço bancário, como poderia fazer de qualquer outra profissão. Nas últimas décadas estamos vendo nossa profissão perdendo vagas de empregos para terceirizados e maquinas, desvalorizando por completo o que já foi uma das mais importantes categorias profissionais do planeta e hoje vive tempos difíceis.
As dificuldades ficam no campo da lucratividade das instituições financeiras, sempre crescente e independente de o que causa na sociedade.
Quando perdemos uma vaga de emprego, dentro de qual banco for, existe sempre um desequilíbrio, uma descompensação e outros são obrigados se desdobrar, causando lentidão no atendimento, tal qual uma avenida ou uma veia obstruída.
Para todos os três casos existem uma única forma de procedimento, que é a atuação de pessoas ligadas aos respectivos assuntos, colocando a mão na massa.
Para as avenidas obstruídas um guincho, para as veias do coração um cirurgião e para a lentidão nos bancos mais funcionários.

Dinheiro nunca foi problema, basta o banco querer e cumprir com seu papel social, que é gerar empregos e não contribuir com a informalidade, demitindo trabalhadores diretos e contratando escritórios ou terceirizados com baixos salários, para a execução das funções básicas, que no passado eram nossas.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

PORQUE DENUNCIAR É IMPORTANTE!

15.12 - 16.43hs
Vários acontecimentos passam despercebidos por aqueles que deveriam tomar providencias.
É assim com a polícia, com a política, com a saúde, com empresas, com chefias, enfim é por causa da falta de informação que coisas graves acontecem.
Dentro dos bancos não é diferente!
Quando de um acontecimento prejudicial ao trabalhador, às reações nunca são iguais, uns sentem mais que outros.
Num caso de assalto, por exemplo, as reações podem aparecer horas, semanas, meses mais tarde e quanto mais demorado o tempo, menor a possibilidade de comprovar ao banco uma síndrome do pânico ou qualquer outra enfermidade que seja originada por ele.
Vitimas de assaltos ou sequestros, costumeiramente são demitidos pelos bancos e os sintomas que aparecerem pós-demissão, podem ser discutidas somente em juízo. Em alguns casos, o ex-bancário não sabe o porquê de suas atitudes ou das mudanças que sofreu em seu psicológico, que podem ser originários de um crime vivenciado por ele enquanto trabalhava no banco.
Alguns tratamentos duram meses e até anos.

Como não somos iguais, queremos pedir para que as ocorrências sejam relatadas, como assaltos, sequestros, explosões, assédios, defeitos em ar condicionado, excesso de jornada, qualquer irregularidade. Nossa saúde é única, não vamos desperdiça-la! 

QUEM UM SINDICATO REPRESENTA?

15.12 - 16.42hs
Alguns trabalhadores perguntam quem são os representados de um sindicato?
Na categoria bancária afirmamos que todos os trabalhadores são representados pelo sindicato!
Infelizmente os bancos pregam o individualismo entre seus comandados e alguns acabam se sentindo mais patrão do que trabalhador, mas independente de cargo ou função nosso sindicato defende a todos, indistintamente.
O individualismo só interessa ao patronato, que manipula isoladamente a todos, cobrando mais de uns que de outros, exigindo uma produtividade absurdamente abusiva de todos e tratando alguns com diferentes pesos e medidas. Como o coletivo esta prejudicado, cada qual corre com suas obrigações e desconhece o que acontece com o outro e assim a produtividade vira nosso pior carrasco, que mesmo produzindo o funcionário acaba demitido, pois desrespeita ordens da própria instituição na ânsia de cumprir o que lhe foi pedido.

Do menor ao maior cargo dentro de um banco, o único representante de todos é o sindicato, sem privilégios!