terça-feira, 29 de julho de 2014

IDEC APONTOU ABUSOS COMETIDOS PELOS BANCOS.

30.07 - 03.24hs
Enfim uma matéria que dialoga com nossa realidade.
E tinha que ser pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), claro!
Fico cansado de ler assuntos e matérias que tentam induzir o trabalhador e o cidadão comum, de que as coisas estão fluindo normalmente, como dizer que a inflação está “controlada”! se ela está controlada, significa que alguém está fazendo força para que ela não aumente. Isso é lógico!
Falar para nossa categoria pode parecer perda de tempo, mas somos nós os responsáveis pelos apontamentos negativos da matéria.
Somos nós, os causadores diretos das denuncias apontadas, pois somos cobrados pela produção dos produtos que vendemos aos clientes sem a mínima preocupação de serem úteis aos compradores ou não.
Hoje voltei acreditar um pouquinho na eficiência das instituições criadas para fazer justiça e apontar irregularidades, sem parcialidade!

Boa notícia por um lado, agora é aguardar as providências que devem ser tomadas!

A NECESSIDADE DO CLIENTE É QUE DEFINE O QUE DEVE SER CONTRATADO, APONTA IDEC.

30.07 - 3.23hs
Segundo o Idec, isso é claramente irregular, pois não é o banco ou a renda que devem definir os serviços a ser contratados, e sim as necessidades e o perfil de uso do cliente”.
Esta frase resume perfeitamente o que deveria ser feito dentro dos bancos, porem as exigências patronais induzem nossa atitude no caminho do cumprimento das metas abusivas e assim empurramos “goela abaixo” tudo o que nos é cobrado e não o que eles precisam. Somos ou não, culpados!
"O consumidor é encaminhado para o setor de conta gerenciada como se fosse prestigiado por isso, e perde seu direito de escolha, que fica vinculado ao nível de renda. As pessoas não costumam se preocupar com isso porque acreditam que estão sendo beneficiadas pelo diferencial oferecido. Dessa forma, é comum que o consumidor seja levado a contratar pacote caro, com serviços que não tem interesse em utilizar", afirma a economista Ione Amorim, coordenadora do levantamento.

A matéria está perfeita! 

NÃO EXISTE CLAREZA ENTRE BANCOS E CLIENTES.

30.07 - 03.22hs
Continuo tirando proveito das informações passadas pelo Idec e espero que a categoria entenda o que está sendo dito. A preocupação do Sistema Financeiro Brasileiro é com o lucro e pouco é feito em benefício da sociedade.
Os empréstimos concedidos estão longe de beneficiar, muito pelo contrário, induzem ao gasto e a consumação extrema do saldo em conta, que consecutivamente unem cliente/banco na dívida, um lucrando exageradamente e outro completamente endividado.
Os bancos brasileiros não se preocupam muito em entregar os contratos firmados com seus clientes, com algumas exceções. Para isso, existem as resoluções 2025/93 e 2747/00 do Conselho Monetário Nacional, que versam sobre o assunto. Sobre os contratos, o Idec conclui: "Percebe-se, dessa forma, que a clareza das informações na relação entre os bancos e os consumidores está ausente das mais diversas maneiras".
Um crédito feito ao movimento sindical engrandece nosso trabalho. A tempos pedimos cursos específicos e que os bancos adotem política em torno da venda responsável de produtos. Dessa forma, nós bancários ofereceríamos produtos de acordo com o poder aquisitivo e com a real necessidade do cliente.
“A entidade sindical também luta contra o assédio moral praticado contra os trabalhadores para cumprirem metas abusivas na venda de produtos”, finaliza o Idec.

CONTINUAMOS PERDENDO VAGAS DE EMPREGO. SISTEMA FINANCEIRO CONTRASTA NÚMEROS DA ECONOMIA BRASILEIRA.

30.07 - 03.21 hs
Segundo a Pesquisa de Emprego Bancário (PEB), realizada entre o DIEESE e o movimento sindical (CONTRAF-CUT), que usa como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego divulgado no último dia 18, informa que nos seis primeiros meses do ano foram fechados 3.746 empregos bancários. Este número só não foi maior porque a CEF abriu 1.649 novas vagas no mesmo período.
A economia brasileira gerou mais de 588 mil empregos no mesmo período.
Mais grave que isso é a rotatividade imposta pelo Sistema Financeiro, que esmaga a categoria alem de pulveriza-la por todo o país. Neste mesmo período o banco demitiu 20.459 e contratou 16.713 novos trabalhadores, com menores salários (63% menor que dos demitidos) e idades inferiores aos 25 anos, renovando seus quadros e diminuindo resistências daqueles que conhecem o assunto e contestam os erros cometidos. Os maiores volumes de desligamentos ocorreram nos estados de SP, RS, RJ e MG. O Estado positivo foi o Pará, que gerou 142 novas vagas.
Quando os bancos não demitem, prejudicam os bancários, que por consequência atendem mal e por falta de estrutura acabam pedindo demissão, facilitando o objetivo patronal.

O Sistema Financeiro Brasileiro é perverso!

PORQUE DIFERENCIAR SALÁRIOS ENTRE HOMENS E MULHERES?

30.07 - 03.20hs
Os bancos diferenciam o salário das mulheres em comparação ao salário dos homens. Considerando que elas são mais de 50% do colegiado atuante, a economia feita neste sentido é significativa. Mas a coisa não termina aí.
Enquanto continuarem atuando como bancárias, seus salários continuam defasados em relação ao dos homens, em uma média que representa pouco mais de 74% do salário masculino. Enquanto a média dos salários dos homens na admissão foi de R$ 3.753,98 no primeiro semestre, a remuneração das mulheres ficou em R$ 2.805,40.
Já a média dos salários dos homens no desligamento foi de R$ 5.981,89 no período, enquanto a remuneração das mulheres foi de R$ 4.385,35. (73,3% da remuneração dos homens).
Na discussão sobre igualdade de oportunidades o ponto forte é a equiparação salarial entre homens, mulheres, negros, gays, entre outros.
É inadmissível que o sexo ou a cor seja motivo para ou possibilite uma maior lucratividade! 

FALANDO EM SALÁRIOS, O QUE VEM A SEGUIR É DE ARREPIAR O CABELO.

30.07 - 03.19hs
O estudo feito pelo DIEESE com base no Censo de 2010 aponta que os 10% mais ricos no país, têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. No sistema financeiro a concentração de renda é ainda maior.
Acompanhe agora uma comparação feita sobre o cargo do executivo do “Conselho de Administração” entre as instituições financeiras abaixo:
Banco        Média salarial/2013     Comparação salarial    Tempo para receber o valor
Itaú                  R$ 15,5 mi              318,5 x salário/caixa            26,5 anos
Bradesco         R$ 13 mi                 270 x salário/caixa               22,5 anos
Santander        R$ 7,7 mi               158,2 x salário/caixa             13 anos

Dói nos olhos e no bolso!
Não existe comparação lógica neste caso, mas a disparidade é imensa, inimaginável.
Enquanto poucos recebem muito, muitos recebem pouco! Falta justiça social no Brasil que figura entre os 10 países mais desiguais do mundo.
A campanha salarial está chegando e a desigualdade é um dos temas que levaremos para a mesa de negociação. Temos obrigação de levar em consideração que a desigualdade acontece entre as instituições financeiras e enquanto uns pagam “x” outros pagam “y”. É a mesma briga entre salários de homens e mulheres!
A negociação deve ser igual para todos e o bancário deve entender definitivamente que, trabalhar em período grevista, alem de trair a categoria, ao final não trás nenhuma vantagem monetária como prometem alguns bancos.
Quem faz greve é toda a categoria e não apenas uma parte dela! Os que se escondem atrás dos menores salários, são justamente aqueles que muito provavelmente receberão um salário diferenciado.

Aí está a maior das desigualdades!

ACONTECEU DIA DESTES DENTRO DE UM FAST FOOD DA VIDA.

30,07 - 03.18hs
Meu filho pediu um lanche para ganhar o popular brinquedo, que, diga-se de passagem, muito bonitos e bem feitos, o que me deixa em dúvida, se é o lanche ou é o brinquedo que atraí tanto as crianças.
Graças ao bom Deus ele já estava se deliciando com o lanche que posso comprar, quando entraram três crianças no estabelecimento e como não conseguem esconder o que sentem, dava para ver em seus olhos que a fome era grande.
Ao lado da mesa onde eu estava uma senhora ostentava riqueza, com colares e pulseiras, roupas e calçado de marca, muito bem maquiada, comendo como todos os demais.
Acredito que as crianças julgaram ser aquela pessoa que poderia amenizar a fome que sentiam e foram até ela, justificando o motivo pelo qual pediam um lanche para se alimentarem. Do alto de sua riqueza e ignorando a pouca idade daquelas crianças, ela simplesmente respondeu que o problema era a mãe delas e continuo comendo, como se nada sentisse a respeito. E não mudou sua “rica” postura.
Como diz o ditado, é mais fácil o pobre dividir o que tem, do que o rico fazer uma bondade.
O casal que estava comigo dividiu comigo os três lanches e as crianças comeram que se regalaram.

Assim resumo qual é o nosso problema profissional, enquanto brigamos por justiça social, outros se fartam, despreocupados e ignorantes ao sofrimento alheio!